Pequenas vozes no fundo da mente
Já alguma vez se sentiram assim? Já alguma vez sentiram um medo tão grande que vos faz encolher, literalmente, tentar ser o mais pequenos possíveis, o mais invisíveis, o mais rápidos?
Aquele momento em que o coração bate tão depressa, tão apertado e tão perto da garganta que sentem que vão sufocar. Aquele momento em que todos os sons são ameaças potenciais, são prenúncio de que, desta vez vai correr mal.
Já alguma vez sentiram medo de uma pessoa que vem atrás de vocês na rua? De uma pessoa que, por coincidência, vai na mesma direção que vocês, mas que, naquele momento e infelizmente, tem em si tudo o que de mal existe no mundo?
Já alguma vez, ao andarem na rua, numa noite quente de verão, sentiram necessidade de ter o telemóvel na mão, só para se tranquilizarem, só para se lembrarem que a polícia ou alguém que vos ajude está a uma chamada de distância?
As pessoas à vossa volta podem ser as melhores do mundo, mas naquela noite em que estão sozinhos, todas são monstros em potencial.
É assim que me sinto quando estou a andar sozinha, à noite, por ruas menos iluminadas ou movimentadas.
É assim que me sinto quando um homem caminha perto de mim ou quando vejo um grupo de homens juntos.
Um misto de terror e vontade de correr, enquanto me tento acalmar e ver a "realidade".
Talvez seja paranóia minha, mas já ouvi demasiadas histórias.
Aquele momento em que o coração bate tão depressa, tão apertado e tão perto da garganta que sentem que vão sufocar. Aquele momento em que todos os sons são ameaças potenciais, são prenúncio de que, desta vez vai correr mal.
Já alguma vez sentiram medo de uma pessoa que vem atrás de vocês na rua? De uma pessoa que, por coincidência, vai na mesma direção que vocês, mas que, naquele momento e infelizmente, tem em si tudo o que de mal existe no mundo?
Já alguma vez, ao andarem na rua, numa noite quente de verão, sentiram necessidade de ter o telemóvel na mão, só para se tranquilizarem, só para se lembrarem que a polícia ou alguém que vos ajude está a uma chamada de distância?
As pessoas à vossa volta podem ser as melhores do mundo, mas naquela noite em que estão sozinhos, todas são monstros em potencial.
É assim que me sinto quando estou a andar sozinha, à noite, por ruas menos iluminadas ou movimentadas.
É assim que me sinto quando um homem caminha perto de mim ou quando vejo um grupo de homens juntos.
Um misto de terror e vontade de correr, enquanto me tento acalmar e ver a "realidade".
Talvez seja paranóia minha, mas já ouvi demasiadas histórias.
Margarida, 6-04-2017
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