Controlo

Tenho medo de me perder.
No meio de tantas distrações, de tantas experiências por explorar, de tantas tentações normalizadas e recorrentes. Tenho medo de perder o que de mais simples, básico e central há um mim. Medo de perder a minha realidade, de apanhar um carrossel e nunca mais conseguir sair. E continuar a girar e a girar, esquecendo que existe um mundo para além da fantasia colorida e excitante.
Tenho medo de esquecer quem sou, no meio de tantas vivências e de passagem dos anos.
Cada coisa que trago nova e aprendo tem o potencial de apagar uma parte essencial de mim, o meu eu. Cada nova cedência ao mundo, ao mundano, é uma porta aberta a tudo o que há de mais escuro no mundo, a tudo o que me roubará a simplicidade do amor, da partilha, do perdão.
Mas não é fechando-nos em nós que se ganha ou cresce. Não é fugindo do que nos causa medo que nos deixa intocados. Nem devemos permanecer intocados, mas transformar-nos a cada dia e cada vez mais.
Devemos deixar o medo de lado, abrir as portas do nosso coração e acolher o que existe à nossa volta, transportando de volta, para os outros, tudo o que também temos para ensinar. E mantendo o final da nossa Via em mente.

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