Reflexão pesada antes de deitar

Às vezes tenho tanta inveja da vida das outras pessoas. Daquelas que continuam com a vida pacata e linear que eu abandonei por escolha, e obrigação (da minha parte). Às vezes desejo tornar a fazer parte desse mundo maravilhoso e seguro, e sem incógnitas. Às vezes consigo por um sorriso, levantar a cabeça e fingir que posso entrar lá por uns momentos, que continuo a mesma pessoa, que este futuro indeterminado e esta vida tão pouco previsível não me deixou uma pessoa para a qual essa vida é impossível. Pelo menos por agora.
E então eu continuo. Sempre em frente. Sempre sem saber quando terei de tomar uma decisão, ou quando as decisões de alguém me irão deixar a tremer. Neste mundo, nesta vida, em que nada é igual. Em que todos os dias nos deparamos com pessoas diferentes e nos confrontamos com decisões difíceis. Não podia estar mais feliz por ter escolhido prosseguir porque eu tenho consciência dos passos que dou. Porque eu tenho consciência daquilo que me estou a tornar (tenho mesmo?). E no entanto, no momento de decidir que devo continuar a prosseguir e deixar tantos outros para trás, ou talvez perceber que me vou ter de esforçar para tê-los na minha vida, eu hesito. Eu hesito, sempre. E eu sei que será o melhor para mim, para o meu futuro. Mas eu também preciso de felicidade no presente, e presentemente não sei o que será melhor para mim no futuro.
Não, a minha cabeça não está a andar à roda. Não estou nem um pouco confusa com o meu raciocínio. E se vocês estão, lamento imenso por não me ter conseguido expressar da forma mais explícita. Solução: leiam novamente, e outra vez, até perceberem.
Será que seguirei em frente, ignorando o que os outros pensam e aquelas pessoas que estão ao meu lado, esperando que eles compreendam e continuem a lutar por mim? Ou deverei ouvi-los e concordar com eles e, mais tarde, dizer que foram eles que me traçaram o "destino" e que a culpa não foi minha, e que eu nunca fui forte para tomar as minhas decisões, que eu nunca fui forte para ficar sozinha? Será que haverá alguma forma de chegarmos a um consenso?

Existem aqueles momentos em que a pressão do trabalho e das decisões começam a pesar demasiado. Sim, é nesse momento que eu deixo de ter uma noite de sono completa e decente. Sim, eu sou a ansiedade em pessoa. E agora vou dormir. Pode ser que consiga adormecer em segundos, tendo em conta o meu nível de cansaço, ou pode ser que fique horas às voltas, ignorando o meu cansaço e lembrando-me apenas das minhas ansiedades.

Boa Noite, durmam bem!
Beijocas

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